quinta-feira, 31 de março de 2011

Para a política, o bem comum pode ser a ordem?

Bobbio dedica em seu verbete uma passagem bem peculiar sobre a política e seus diversos fins, porém todos de certa forma levam à ordem. E esta ordem vem do poder, poder este que está monopolizado nas mãos de poucos. Que podem usar a força (violência) ou não para manter a dita ordem, como ocorre em uma ditadura, onde são usadas forças militares para controlar o grupo em questão. De acordo com o próprio verbete de Bobbio não podemos dizer que neste cenário existe o bem comum, pois a ordem não é justa para todos. Posso citar também a definição de política como uma forma de poder que não tem outro fim senão o próprio poder, onde o poder é ao mesmo tempo meio e fim. Portanto podemos concluir que a ordem não está relacionada com o bem comum quando o assunto em questão é a política, já que a definição mais plausível de bem comum é quando todos os indivíduos do grupo vivem em “harmonia” cada um exercendo a sua função na sociedade, isso não vai ocorrer quando há política pois sempre haverá a centralização do poder como forma de manter a ordem.

Para a política, a ordem sempre será o bem comum.

Bruno Cardozo Castex Ferreira.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Ordem e Progresso?

 Segundo o escritor francês Paul Valéry: "A política foi primeiro a arte de impedir as pessoas de se intrometerem naquilo que lhes diz respeito. Em época posterior, acrescentaram-lhe a arte de forçar as pessoas a decidir sobre o que não entendem."Sábia observação. Antes do estabelecimento das democracias modernas- o que aconteceu na maioria dos países ocidentais e em alguns orientais- a política,especialmente no continente asiático,prostrava seus súditos em troca de ordem e condiçoes de subsistência.Em troca de certa estabilidade,o povo abdicava de diversas reinvindicações.O que nos tras á pergunta: na política,mesmo em un contexto em que a  maior parte dos povos tem o poder de eleger seus governantes,seria a ordem o bem comum?
O nossos " tempos modernos",mais do que nunca ,nos trazem a resposta: Ao mesmo tempo em que a ordem pode trazer elementos como paz ,que contribuem para o bem comum,ela não é baseada sobre esse pilar.Basta observar o caso das ditaduras,e para isto, voltarmos o olhar para dentro: em nome de manter  o regime e a  sua ordem  ,direitos humanos foram ignorados,e vidas destruídas.Na época contemporânea,as prisões que alegam visar conservar a ordem,ao invés de recuperar indíviduos e readaptá -los ao convívio social ,os encarceram e incluem mais profundamente no universo do crime.A ordem,com poucas exeçoes,não é sinônimo de  bem comum,mas ,sem dúvida,não raro é o bem dos poderosos,que a manipulam de acordo com seus intentos.
Rafaela Grizzo Ragazzi

Para a política, o bem comum pode ser a ordem?

Em seu verbete sobre Política, Bobbio dedica um item aos fins da política. São tantos os possíveis fins que a única real conclusão a esse respeito é a existência de um fim mínimo: resumidamente, a ordem. Essa mesma ordem seria resultado da organização do poder coativo e estaria relacionada ao monopólio da força. Aquele que detém a força, exerce o poder político e, portanto, mantém a ordem. No entanto, de acordo com o Dicionário, ela não é o único fim mínimo da política. Há autores (Aristóteles) que afirmam a existência do bem comum. É nesse momento em que se deve discutir a relação entre esses dois fins divergentes. O bem comum é aquele partilhado por todos, o que não implica na ordem. Enquanto a ordem é resultado da coação, o bem comum é gerado através do consenso. São dois conceitos antagônicos. A real questão é se esses fins podem coexistir. Quando se tem a ordem, pode-se ter o bem comum? A construção da ordem, visando o bem comum pode formar uma sociedade harmônica, mas não necessariamente. Uma ditadura obrigatoriamente possúi a ordem, mas o bem comum não é, nesse caso, indispensável.

Cristina Toth Piller

Para a política, o bem comum pode ser a ordem?

Para a política o bem comum pode ser a ordem, afinal ela é utilizada para que duas ou mais pessoas possam entrar em um acordo. Se o acordo é o objetivo final, e este é feito para que não haja nenhuma intriga entre elas, o que significaria viver bem, viver em ordem; então o bem comum para a política é sim a ordem.
Porém, se há ordem, a política não é mais necessária. Ou seja, ao mesmo tempo que se consegue o bem comum, a política se auto-extingue.
Contudo, essa ordem infinita não é possível, sempre há conflitos, discórdias a serem resolvidas, sempre há a necessidade da manutenção da ordem. 
Portanto, o bem comum para a política é a ordem. E não é porque se chegou a ela que a política não será mais necessária.

Isabella Febrini Piassi Passos